Uma parceria muito bacana foi firmada entre a Corpore Brasil e o Instituto Parada Vital que administra os bicicletários espalhados pela cidade de São Paulo.
É a campanha Bike Noel que arrecada brinquedos para o natal de crianças de comunidades carentes.
Há algum tempo atrás comentei aqui nesse blog sobre o belíssimo trabalho de Elias Andreato no seu mais recente trabalho, Doido. Ele acaba de ganhar o prêmio APCA de melhor ator do ano.
Em janeiro de 2010 começam a ser distribuídos os primeiros exemplares do Almanaque Brasil de Saúde e Cultura. Um projeto realizado por nós, do Almanaque e a Febec (Federação Brasileira de Entidades de Combate ao Câncer).
A Renda obtida na venda do Almanaque será utilizada em campanhas e promoções de combate ao câncer através das associadas a Febec, em ações que visem a melhoria da qualidade de vida, aumento da sobrevida com dignidade e consequentes maiores índices de curas de pacientes oncológicos.
A assinatura sai por R$ 70,80 e vale por um ano. Serão portanto 12 edições exclusivas do Almanaque com conteúdo sobre saúde, cultura e bem estar.
Faça a sua boa ação e dê um Almanaque a quem você ama. É so clicar aqui.
Gafanhoto, Carol, Clara, Renata, Algarra, Elis, Mariana e eu.
O domingo 29 era especial. Acordei descansado e preparado para o que viria pela frente. O dia estava meio chuvoso, temperatura amena e aquele ar parado.
Esperava por esse dia há 33 anos, desde quando ainda não tinha consciência do que era ser batizado. Padrinho eu já tinha, mas faltava a cerimônia. Estava nervoso, não sei exatamente por qual motivo, aquele nervoso antes de fazer alguma coisa importante. A manhã foi passando e quando vi já estava com nossas meninas no carro em direção a igreja Santa Maria Madalena na rua Girassol.
Cheguei lá e Frei Betto já estava me esperando, eu tinha trocado muitos e-mails com ele mas ainda não tinha tido o prazer de conhecê-lo pessoalmente. Clara e Elis estavam lindas, de branquinho e pequenos detalhes coloridos. Aos poucos os convidados foram chegando.
A cerimônia foi linda, e transcorreu como eu esperava. No momento mais bonito, coloquei uma música para intercalar a fala de Frei Betto. Quando Marisa Monte começou a cantar Para Ver as Meninas no aparelho de som todos se emocionaram, Clara e Elis estavam dançando.
O dia continuou com um almoço, samba e muita felicidade, mas para mim ver as duas na igreja dançando a música que eu tinha selecionado especialmente e sendo observadas pelo autor, meu padrinho, foi um momento que não esquecerei jamais.
Colo abaixo texto publicado no site Cultura e Mercado sobre evento da amiga Ana Carla Fonseca (Caínha). Uma inciativa muito bacana vale a pena.
No dia 30 de novembro será realizado durante a ExpoManagement 2009 o pré-lançamento do livro digital “Creative City Perspectives”, uma iniciativa pioneira e voluntária da Garimpo de Soluções, que teve a participação de 18 peritos em cidades criativas, em um total de 13 países. O evento contará com uma palestra sobre cidades criativas.
A obra, que inclui artigos de 18 autores de 13 países de todos os continentes, traz um retrato de experiência diversas da área. Além de Ana Carla Fonseca, da Garimpo de Soluções, outros dois brasileiros participam do livro: André Urani, professor da UFRJ e diretor executivo do Instituto de Estudos do Trabalho e Sociedade (IETS), e Jaime Lerner, ex-governador da Paraná e um dos responsáveis pelo plano diretor de Curitiba. Entre os internacionais estão Peter Kageyama (EUA), co-fundador e produtor do Creative Cities Summit, evento interdisciplinar que une profissionais em torno de uma grande ideia para cidades, Anamaria Wills (Grã-Bretanha), diretora executiva da Creative Industries Development Agency (CIDA), e Jorge Melguizo (Colombia), secretário de desenvolvimento social de Medellín.
Seguindo o mesmo formato do último lançamento da Garimpo de Soluções – “Economia Criativa como Estratégia de Desenvolvimento” –, a nova publicação também será disponibilizada para download no site da instituição.
O evento faz parte das ações da rede de Repensadores, iniciativa que é fruto do trabalho e da articulação da REPENSE – empresa de comunicação que desenvolveu o trabalho gráfico do livro – e reúne alguns dos profissionais mais criativos e inovadores em suas áreas de atuação.
Nem só de apagão vive Itaupu, a empresa junto com o Instituto Visão Futuro realizaram nesta semana a quinta edição da Conferência Internacional sobre FIB (Felicidade Interna Bruta). Índice criado no Butão, que ofere uma alternativa para o já conhecido PIB. E tenta medir o desenvolvimento de uma nação olhando os aspectos intangíveis também.
Abaixo coloco texto publicado pelos próprios.
A quinta edição da conferência, organizada pelo Instituto Visão Futuro em parceria com a Itaipu Binacional, é a primeira a ocorrer em solo latino-americano, o que por si só comprova que o conceito está ganhando cada vez mais adeptos. O FIB é um conjunto de 72 indicadores de bem-estar social agrupados em nove dimensões: bem-estar psicológico, uso do tempo, vitalidade da comunidade, cultura, saúde, educação, diversidade do meio ambiente, padrão de vida e governança. Entre as experiências de adoção dessa metodologia apresentadas durante o evento estão as da Natura, do governo do Canadá, da Prefeitura de Itapetininga (SP) e da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).
“O FIB é, antes de tudo, uma discussão sobre justiça social”Susan Andrews.
A Wikipedia-pt oferece a seguinte definição para mídia social: “Trata-se da produção de conteúdos de forma descentralizada e sem o controle editorial de grande grupos. Significa a produção de muitos para muitos.”
Recentemente participei de conversa com designers, jornalistas e ativistas sociais para tentar descobrir um novo caminho para a produção e difusão de conteúdo cultural aproveitando as tecnologias atuais.
A definição acima me lembrou novamente do desafio que de tempo em tempo eu tiro da gaveta.
Como utilizar redes virtuais e presenciais para a partir do conteúdo existente no Almanaque construir algo novo? Que seja apropriado por todos na sua criação e manutenção?
Esse fim de semana vendo o programa Sr. Brasil de Rolando Boldrin na TV Cultura lembrei da primeira vez que encontrei Germano Mathias.
Eu e um amigo fomos para a Vila Madalena beber um chope em um bar que tinha música ao vivo e quem estava por lá? Germano, com seu chapéu côco e seu jeito malandro.
Conhecido também por Madureira, Germano Mathias é talvez o maior representante do samba paulista. Compositor, bailarino e cantor de primeira, é um dos pouco que ainda canta o velho samba sincopado, aquele cheio de floreios, onde o intérprete atrasa o verso e depois concerta. Coisa para poucos.
Pois bem, não tinha quase ninguém no bar e nós ouvimos de camarote seu show, sentados na mesa ao lado. A empolgação foi tanta que meu amigo, ao ovir a música dele sobre o Corinthians “Bandeira do Timão” deu o casaco do glorioso para o mestre.
Não sei porque eu estava no Rio de Janeiro, acho que para uma reunião dessas que a gente faz e depois esquece.
Como já tinha feito a tal da reunião e ainda não tinha almoçado, resolvi ligar para a Cecília, queria ver se estavam todos em casa e se eu poderia almoçar com eles.
De fato era um dia especial, pois estavam todos por lá. Entrei no taxi e fui direto para a Barra, a casa fica ao pé do morro da gávea onde eu tinha ido pela última vez, há pelo menos uns dez anos atrás.
Cheguei, toquei a campainha e Lila me recebeu. O cheiro de comida vindo da cozinha despertava o apetite, não mais do que um gole da cachaça vinda de um pequeno tonél de carvalho oferecido pelo dono da casa.
Durante o almoço aquela falação, a família muito agitada falando de mil coisas e ao mesmo tempo, menos ele. Que de vez em quando pedia para alguém passar a salada e comentava sobre algum assunto polêmico sempre com descrição e ponderação.
Acabado o almoço ainda viria a hora do charuto, acompanhado de uma explicação metódica sobre o ano de fabricação, origem e história da fábrica.
A essa altura já eram três da tarde e o melhor estava por vir. Fomos para uma pequena edícula ao lado da casa principal mais conhecida por marcenaria. Lá começamos a olhar detalhe a detalhe um pé de mesa de sinuca que estava em fase de restauração. A espécie de madeira, os entalhes feitos em marchetaria que compunham a parte superior, o acabamento do pé, os ângulos e as ferramentas que poderiam ser usadas para aquele trabalho cirúrgico e precioso. No fundo um rádio tocava sem parar música clássica.
Ali fiquei por mais duas horas esquecido do mundo, até que me lembrei do horário do vôo de volta para São Paulo. Chegava a hora de me despedir.